quarta-feira, 28 de julho de 2010

Sobre a inexistência do nada absoluto...

   Não sei dizer se alguma lei física ou mesmo alguma corrente filosófica já se ocupou de pensar sobre o nada.
   Ao menos sobre o nada absoluto...
   Calma que as coisas se esclarecem no decorrer do texto...
   Levanto esse assunto, por que estive pensando um dia desses que o "nada" absoluto não existe e nem jamais existiu... Sempre houve alguma coisa. Sempre houve alguma partícula, um próton, um táquion que seja...
   Não há a menor possibilidade de que tudo o que conhecemos tenha surgido do nada, e por isso mesmo, como jamais tenha existido o "nada", hoje ele também inexiste.
  Digo isso por que, é de senso comum pensar que o universo, e todas as outras coisas surgiram do nada absoluto, a partir das ordens de Deus.
  Devo dizer ainda, que creio em Deus veementemente, e que a teoria do big-bang, tão festejada pelos cientistas nada mais é do que tão somente a descoberta de "como" provavelmente tenha ocorrido o primeiro instante da criação, pois mais uma vez os cientistas não fazem nenhuma nova coisa, não criam nenhuma lei, apenas DESCOBREM todas as leis que regem o universo físico.
  Observemos que, mesmo os cientistas excluem a idéia do nada absoluto, já que a teoria citada afirma que havia um núcleo de matéria de altíssima densidade no início dos tempos, núcleo esse que explodiu e espalhou a matéria que constitui o universo. Considerando então que tudo se descobre e que nada se cria, podemos afirmar que Lavoisier tinha razão quando dizia que tudo o que conhecemos se transformou a partir de algo que sempre existiu. Concordo com ele mas acrescento que esta transformação se deu desde o início dos tempos sob a direção de Deus para que todas as coisas ocupassem os devidos lugares, de forma perfeita e impossível de ser reproduzida.
  Ora, se pensarmos um pouco mais profundamente, concluiremos que a própria inexistência do nada absoluto, é uma prova irrefutável de que algo e ALGUÉM, sempre tenha existido, haja vista que tudo o que conhecemos se formou a partir de matéria pré-existente, e se assim foi, alguém obrigatoriamente tem que ter agido no sentido de dar a necessária energia de ativação e ordenamento para que não se estabelecesse o caos, e sim a ordem que experimentamos.
  De todo modo, o nada jamais existiu, e jamais existirá.
  Novamente lembrando Lavoisier, tudo o que há, se transformará em algo diferente, e após isso, sofrerá nova transformação, seguindo esse ciclo eternamente, pela ação do tempo e das leis divinas que governam a física por detrás das transformações da matéria.
  Porém, se o NADA absoluto é inexistente, nós seres humanos concebemos a idéia do nada RELATIVO, e por conta dessa confusão conceitual, acabamos por nunca considerar que o "nada" de fato não existe.
  O nada relativo é uma ferramenta humana, útil para expressar a idéia de que em um dado momento não se enxerga o que ali deveria haver, ou seja ali não há "nada". Exemplo de tal coisa ocorre quando se tem uma carteira sem nenhum centavo. É claro que nesse momento exclamamos que não temos "nada" na carteira, ou em outro caso (MUITO) mais interessante, quando vemos um corpo feminino completamente nú (Bem... Nesse caso específico, seria interessante se nunca houvesse sido inventado NADA para cobrir aquela que em minha modesta opinião é a mais bela obra de Deus...).
  O nada absoluto, é tão gritantemente impossível, que não há meios de ser representado. Ora, tudo o que existe, pode ser representado de forma aproximada por ilustrações, equações, teorias e etc... Porém para o NADA, não há representações, nem mesmo o numeral ZERO o representa, já que o mesmo zero, se utilizado à esquerda não tem significado matemático (NÃO significa nada e nem o NADA), ou em algumas vezes pode representar a ausência de algo que deveria ali estar, ou seja, o zero representa que há algo para preencher aquela lacuna, só não se encontra ali no momento.
  Estando ele à direita tem um significado gritante, notadamente nas contas bancárias daqueles mais afortunados (quem achar que o zero é a perfeita significação do nada, por favor, me repasse todos os zeros à direita de suas contas bancárias, ficarei grato).
   Ora, considerando tudo o que se pode afirmar nesse sentido sobre a inexistência do nada, não se pode jamais dizer que diante de uma situação específica de dificuldades, não há nada que possa ser feito. É possível que a solução não esteja ao nosso alcance, mas nas mãos de quem pode resolver um problema sempre haverá algo a ser feito, já que o NADA absoluto, simplesmente não existe.

 P.S.1: A razão deste post ter sido escrito foi exatamente o fato de eu não ter NADA para escrever, ou por outra, por achar que não tinha nada para escrever... Veja que o NADA é tão impossível, que nem dá para afirmar que não se tem nada para se escrever, ainda que se escreva sobre o próprio nada...

 P.S.2: Costuma-se dizer no meio "internético" que se algo não for encontrado no Google, é por que não existe... Mais uma prova da inexistência do NADA, já que foi impossível achar uma figura que o representasse... Na falta de um "nada" melhor, usei a figura que ilustra o post.


Abraço!!!

domingo, 18 de julho de 2010

Sobre o tempo (em mais de 140 caracteres!)

  Tweeter, Orkut, sms, carros em alta velocidade, motos pilotadas por imbecis que acham que são pilotos, e gente que não te deixa concluir um raciocínio ou finalizar uma ideia, tudo isso, mesmo pertencendo a universos diferentes, tem muito em comum.

  A vida cotidiana, nos trouxe o benefício de extraordinárias tecnologias, mas no mesmo pacote, parece ter instalado em nossas mentes um "programinha" pequeno que carrega sempre que damos o boot em nosso sistema, ao acordarmos diariamente, chamado "urgência.exe"...

  Hoje tudo é urgente, tudo deve ser resolvido pra ontem, todo mundo vive correndo atrás, ou como se costuma dizer atualmente, correndo na frente, por que se você corre atrás, já está perdendo tempo.

  Lembro que em um passado não muito distante, digamos, há uns 10 anos, a urgência era bem aplicada aos casos em que ela realmente caberia.

  Naquele tempo, relatórios urgentes eram apenas aqueles que por força de um acontecimento imprevisto, deveriam ser produzidos quase instantaneamente (como faz de forma hilariante o personagem Kowalski, da excelente animação: Os pinguins de Madagascar). Contatos urgentes com pessoas conhecidas era coisa inexistente, e se marcávamos de ir na casa de um amigo ou conhecido, era para passar o tempo mesmo, não importando quanto tempo isso significaria. Ninguém parecia se importar.

  A falta de urgência, ou por outra concepção, a paciência, era o "modus-operandi" da maioria, de forma que, se tínhamos alguma nova e deliciosa "teoria estapafúrdia" sobre o comportamento das mulheres, ou sobre qualquer outro assunto, todos dedicavam sua atenção concentrada para uma perfeita apreciação seguida de muitos minutos, ou mesmo horas de debates sobre os prós e contras acerca da "nova teoria" de forma que a dialética reinava em nossos acalourados debates (mesmo que não soubéssemos o que viria a ser essa tal dialética) e no final, uma nova teoria, agora devidamente ajustada e fortalecida pelas impressões gerais do grupo era construída.

  Não quero dizer com isso que não haja mais espaço nos dias de hoje para semelhante coisa entre amigos.     

  Há sim, e sempre haverá, o espaço, porém, o programinha "urgência.exe", que começo a pensar se tratar de um vírus, ou worm, ou sabe-se lá o que mais, torna esses mesmos amigos distantes em função do tempo, já que cada um cuida agora de correr "na frente" para conseguir agarrar os seus objetivos e com isso sobram tweeter, sms e recados curtos no Orkut, em nome da urgência de se sintetizar idéias que antes não caberiam em apenas 140 caracteres, mas que agora, com a vida em "fast mode", devem ser condensadas a mínimos esboços, mesmo que conversadas nos raros momentos "off line", sob pena de não serem ouvidas em sua totalidade. A situação se agrava quando se trata de pessoas com as quais travamos contatos apenas profissionais ou mesmo casuais, já que nesses casos não são raras as vezes em que conversas que talvez possam ter uma ótima continuidade são "abortadas" durante seu desenvolvimento por culpa da falta de paciência surpreendente de interlocutores ávidos pela urgência da vida cotidiana.

  Essa urgência sem medidas, é também uma urgência sem fronteiras de tempo e de espaço, que se mostra claramente ineficaz e comprovadamente desnecessária em muitas situações práticas.


  Exemplo clássico e retumbante desta ideia se encontra no trânsito.


  Aqueles que como eu enfrentam a massa de veículos (que vem crescendo de forma logarítimica) para chegar ao trabalho, à faculdade ou a qualquer destino, poderá notar como a pressa idiotizante domina as mentes dos motoristas.

  Canso de ver, principalmente quando transito em BR's, inúmeros motoristas que arriscam a sua vida e a de outros em ultrapassagens imbecis e sem sentido, para ganharem apenas uma posição à frente, como se eles e seus automóveis estivessem provando aos "otários" que aguardam a hora certa de ultrapassarem, que são os ases do volante.

  Posso dizer que já cansei de ver "ases" do volante, detentores de manobras incrivelmente imbecis, sumirem na estrada somente para logo depois serem alcançados por mim e pelos que como eu prezam por suas vidas, em um dos inúmeros semáforos que sempre encontramos à frente.

  A pressa idiotizante é aquela que leva a atitudes impensadas em favor de alguns minutos ou segundos de vantagem, mesmo sem a real necessidade desse "ganho" de tempo, que será em seguida desperdiçado em outras atividades, ou mesmo não justificará os riscos.

  Quanto do que fazemos é pressa real, e quanto é pressa sem sentido? Por que hoje nos ocupamos em multitarefas, se nosso cérebro não consegue, e nunca conseguirá se ocupar de fato, com a necessária atenção e a ponto de realizar com competência diversas tarefas ao mesmo tempo?

  O vírus Urgência.exe é o culpado. Ele não nos permite discernir entre o que seria uma pressa real, e necessária, de uma pressa apenas realizada por inércia causada pela ação do vírus.

  Deletar o vírus seria o primeiro passo para se tentar resolver o problema, mas só seria eficiente caso pudesse acontecer em massa, e atingir a todos ao mesmo tempo. Enquanto isso não acontece, o jeito é começar individualmente, mesmo sabendo que sou um dos poucos militantes da vida em velocidade normal (que para os parâmetros modernos poderia ser considerada uma vida em slow mode) acredito ser apropriado estar em velocidade diferente, agir em velocidade normal, e observar aqueles que não vêem que o tempo é sempre o mesmo para nós todos, parecendo não entender que a nossa pressa não apressa a História.

domingo, 11 de julho de 2010

Espanha vs Holanda - Quem é a melhor?


 Hoje é dia de final de copa do mundo. Holanda vs Espanha.
 Para muita gente, um evento importante, e imperdível, mas não para todos os seres espalhados por esse vasto mundo criado por Deus.
 Me incluo no grupo dos que ignoram completamente a copa do mundo, simplesmente por que o esporte futebol não me interessa nem um pouco.
 Minto.
 Não ignoro a copa completamente. Torço muito, pelo Brasil! (nesse momento alguns respirariam aliviados por notar que não estou perdido e como a imensa e esmagadora maioria amo o futebol... Para estes, recomendo prender novamente a respiração e continuar a leitura).
Não amigos, não amo o futebol. Abomino. O Brasil de que falo é o País.
 Continuem sem respirar e acompanhem o raciocínio, ou abandonem a leitura do texto imediatamente, por que a partir daqui é só "lenha" no esporte auto-entitulado "paixão nacional".
 O futebol, é uma caixinha de surpresas, como dizem alguns, ou uma utopia, ou ainda o ópio do povo, como se diz comumente entre os que não simpatizam com o esporte.
 Gosto das duas ideias, mas tenho as minhas próprias opiniões, para fugir do lugar comum, pelo menos em parte, e encaixar meus próprios conceitos na discussão.
 Ocorre-me frequentemente que o futebol é um esporte que dilacera outros esportes. Eu digo isso por que no nosso país existem diversos outros esportes, diversos outros atletas, tão quanto, ou até mais dedicados, por força da natureza de sua modalidade ou mesmo por ausência completa de auxílio financeiro, que os jogadores de futebol.
 A questão da quase exclusividade de patrocínio ao futebol em nosso país, exclui e esconde outras modalidades, faz o povo criar identidade apenas com essa modalidade. Nota-se facilmente isso perguntando-se a um menino, que esporte ele gostaria de seguir se tivesse a oportunidade. Ele responderá de boca cheia e com um sorriso plácido nos lábios: Futebol!!
 Interessante. Já vivi alguns anos e tive oportunidade de ver MAIS DE UM desses esperançosos meninos que dedicaram desde à sua tenra infância, passando pela sua adolescência e parte da idade adulta ao futebol, sem se preocupar muito com o seu futuro educacional, se transformarem em homens sem grandes espectativas de emprego realmente decente, escravos que eram da idéia fixa de serem famosos e bem sucedidos jogadores de futebol.
  Triste destino o daqueles que entregaram seus melhores anos à essa expectativa e se vêem agora apenas "mais um" dos milhões de apaixonados pelo esporte, que tem que lutar dia a dia, para garantir a sua existência, labutando em subempregos, enquanto seus ídolos ganham milhões de dólares, ou Euros, ou seja lá qual for a moeda, apenas e tão somente fazendo aquilo que estes pobres desesperançados trabalhadores também saberiam fazer muito bem, mas não tiveram a mesma oportunidade.
  Considerando todo o exposto, que efeito o futebol como "paixão", apenas visto sob os prismas de "único" esporte nacional e "único sonho" de milhares de meninos, tem sobre o Brasil como País?
  A primeira resposta já foi dada. Ele dificulta a prática e desenvolvimento das outras atividades, tendo em vista que o povo se interessa mais por ele do que por qualquer uma outra, e portanto, os anúncios e patrocínios devem ser todos para o futebol.
  Mas o efeito mais devastador é o segundo. A paixão que destrói vidas, transforma potenciais administradores, engenheiros, pensadores, em simples "ex-futuros-jogadores", agora encarnados em operários, e muitas vezes transformados apenas em massa de manobra.
 Políticos agradecem a todos os que amam o "esporte nacional" e que diariamente podemos ver comprando jornais e iniciando a leitura da última para a primeira página muitas vezes, nessa ordem de leitura, não passando da quinta ou sexta páginas do jornal (ou seja, dando ênfase nas notícias esportivas).
 Clubes esportivos amam aos seus torcedores fiéis que compram qualquer quinquilharia com as cores e escudo dos times movimentando milhões de reais e retroalimentando os salários mega inflacionados dos profissionais da bola, enquanto os seus próprios salários dificilmente são reajustados.
 Mais uma vez, os corruptos e corruptíveis que manobram a nação a seu bél prazer, riem-se dos aficcionados que são capazes de sair nas ruas comemorando o título de seu clube, engordando o faturamento das cervejarias e indústria do tabaco, e brigam por suas cores, mas são incapazes de lutar contra os desmandos e as falcatruas daqueles que estão no poder, ou mesmo passar os mesmos 90 minutos relativos a uma partida de futebol, lendo e se informando sobre a vida pregressa dos candidatos aos cargos eletivos. (ah sim, e lembrando, esse é um ano de eleições majoritárias!!!)
 Bem, hoje acaba a copa, graças a Deus. A partir de hoje Espanha ou Holanda decidem o título.
 Qual delas é a melhor?
 Eu não saberia responder, já que ambas são nações bem desenvolvidas e com um povo politizado e bem servido de serviços públicos de qualidade.
 Ambas já têm muito o que comemorar, independente do resultado desse jogo.
 A pergunta que fica é: E se fosse o time do Brasil (atenção, não O BRASIL e sim o time do Brasil) que tivesse chegado à final e na pior das hipóteses ganhasse o título? Em que o Brasil (país) melhoraria? O que o país, e com ele o seu povo, teria ganho? 


Abraço.

No princípio....

No princípio das coisas, estão a sua formação, construção e por que não, explicação...

ConKatenando, está com "K" simplesmente por já existir um blog com esse mesmo nome no Blogspot com "C" (pra variar não é, já que sempre que se cria e-mail, blog, ou qualquer outro meio de uso da Internet, alguém já o fez com o mesmo nome! rs.. Nada fora do normal...)

Explicada a grafia, vamos à explicação da escolha do nome...

Concatenar, significa ligar, relacionar, e é exato o que me dispuz a fazer aqui: Ligar fatos, idéias e acontecimentos do mundo às minhas idéias e interpretações destes, também nada de incomum, já que praticamente todos os blogs se destinam exatamente a isso.


O diferencial deste para outros blogs?
Bem, isso só quem ler poderá dizer...

Um abraço,