quinta-feira, 23 de junho de 2011

Tanto tempo juntos... Que nem te conheço mais!



"... João e Maria se casaram.
Vinte anos e dois filhos depois, eles não mais se conhecem.
E mais uma história não terminou com um felizes para sempre..."

   Fim de história, fim de namoro, fim de relacionamento, simplesmente fim.
   Todo fim teve um começo.
   E onde começa esse fim?
   Poderiam dizer que o fim começa quando a pessoa fica diferente, quando não conhecemos mais aquela pessoa com quem ficamos tanto tempo.
   A pessoa está diferente?
   ESTÁ MESMO! É CLARO! o tempo passa!!!
   Ainda mais importante que o tempo, passam também outras pessoas, outras ideias, outros pensamentos em sua mente...
   O Ser humano não é um “produto acabado”. Ele evolui, ou involui, mas o fato é que muda com o tempo.
   Se temos a sensação de que a mulher (ou homem no caso delas) com quem vivemos toda uma relação, não é mais a mesma pessoa, é por que NÃO É MESMO!
   Ser humano algum fica parado, estático no tempo.
   A pessoa que conhecíamos anos atrás, conhecíamos mesmo.
   O que acontece agora, é que a pessoa atual sofreu adaptações em tudo, e mudou.
   Se a pessoa atual nos dá a impressão de ser uma ilustre desconhecida, então a culpa é nossa, e dela também.
   Nossa por não termos acompanhado a sua mudança com o passar do tempo, e dela por não ter nos participado de tudo o que lhe aconteceu.
   Quando não acompanhamos as mudanças, então “de repente” temos a sensação de estarmos diante de alguém completamente desconhecida.
   É como acontece com aquela pessoa que conhecemos ainda adolescente, e depois de anos voltamos a ver.
   Não dá para dizer que não a conhecemos um dia, por que a conhecemos sim, sabemos quem ela é, só não mais identificamos a sua face, por que por circunstâncias diversas ela se afastou, e quando retornou, quando voltamos a prestar atenção nela, já tinha outra cara!
   Nossa identidade emocional é também assim.
   Ela muda, e precisa ser acompanhada de perto, por quem se interessa, pois caso contrário, nós perderemos certamente partes importantes de acontecimentos que mudarão drasticamente as pessoas...
   Eu penso que UM MOMENTO apenas, seja ele um dia, dois meses, um minuto ou um segundo, é capaz de fazer MUITA diferença nos rumos que alguém tomará pelo resto de sua vida.
   Alguém que tinha uma imensa consideração por você, e esperava que você demonstrasse o mesmo, mas você não demonstrava, pelos seus motivos, embora sentisse muita coisa por ela, pode “de repente” não lhe ligar mais a menor importância.
   Mas não foi “de repente”.
   Algo aconteceu enquanto você estava parado no tempo. Ela pode ter conhecido outra pessoa, e destinado a esta pessoa a atenção que em outra época, se você tivesse dito apenas UMA frase a ela, seria toda sua.
   E foi-se, provavelmente para sempre.
   Mas nada acontece assim tão de repente.
   Todo fim tem um começo.
   Quantos amigos de escola, de infância e de adolescência hoje passam por nós e não mais nos cumprimentam ou agem como estranhos?
   Muitos!
   Cada um foi para um lado, os interesses atuais não são mais nem parecidos, e de fato, se tornaram para nós (e nós para eles) completos desconhecidos por falta de convivência.
   É conviver significa “VIVER COM”...
   Viver com, é partilhar tudo.
   Se não houver isso, de repente, as pessoas se tornam estranhas desconhecidas, e param de se falar, de se gostar. 
   O fim chega.
   Época difícil mas evitável...
   Fato é, que toda relação sofre de morte se não for “regada” a contento.
   Às vezes a "rega" se chama "Discutir o relacionamento"...
   Não é o começo do fim, mas é um indício...
   As mulheres adoram (algumas acham que isso é um esporte, ou até mesmo que emagrece, só pode!), mas os homens detestam...
   Mas, por que as mulheres (normais) gostam?
   Não, na verdade, elas não gostam (imagino que não)...
   Mas isso é uma forma de forçar uma conversa necessária para elas.
   A meu ver, esse é um claro sinal de que o parceiro não se ocupa muito em “nutrí-la” com palavras que ela deseja ouvir...
   Mulher é um ser auditivo...
   Nós homens temos que aprender a conversar com elas.
   A respondê-las, e não apenas fingir que respondemos.
   Elas precisam disso, tanto quanto nós precisamos de sexo.
   Algumas até gostam mais da companhia e de falar, conversar, do que de sexo propriamente dito.(Sim, ja conheci UMA assim!!).
   Então...
   Conversar é fundamental para não perdermos o “fio da mudança”...
   Se você não conversar com ela, não telefonar para ela, não atendê-la, não retornar...
   Ela vai SIM correr atrás de você, como nós homens sabemos que elas fazem, e às vezes por idiotice alguns fazem de propósito isso acontecer (Me excluo desse grupo).
   Mas ela só fará isso até o limite dela. Até ela achar que você tem valor para ela.
   Quando esse limite chegar, ela desiste, e o relacionamento morre.
   Portanto, converse com ela. Sempre, todos os dias. Se interesse por ela.
   Por que, quando o relacionamento chega a morrer no coração da mulher, as chances de isso se reverter não são nada animadoras...
   Independente do porquê de um relacionamento acabar (por o cara ser negligente com ela, ou simplesmente por ter motivos que o levam a querer se afastar, ainda que goste dela), se acabar, acabou.
   Fato consumado, e o barco segue.
   Na hora dói, mas depois passa.
   Sempre passa.
   Passado é.
   Passou! (Graças a Deus!!!!).

   CLARO, não sou inocente.
   O tipo de mulher de que estou falando é um tipo extremamente difícil de se ver por aí.
   Sei que existem MUITAS mulheres que funcionam de forma diferente.
   São aquelas que se você ligar, se você retornar, se você der atenção, perdem TOTALMENTE o interesse em você.
   Passam a achar que já "estão por cima da carne seca, e te tem na mão" e começam a fazer aqueles joguinhos emocionais estúpidos para te enlouquecer, te enciumar e te tirar do sério, só para assistirem e se divertirem ao ver você sofrendo sem entender nada, por que afinal, você está fazendo TUDO por ela. 
   Mas essas são as melhores, por que se elas começam com os seus joguinhos imbecis (e isso é fácil perceber com a experiência), claramente demonstram que não valem à pena, aí é só deixar elas e seus joguinhos pra lá e voltar à sua rotina.
   Ela que seja louca sozinha.
   Pelo comportamento dela, não vai precisar de sua ajuda para isso.


"... João trabalhava muito, maria ficava em casa cuidando dos filhos.
A vida deles não tinha muita novidade.
Eles não tinham fatos novos para conversarem.
A rotina chegou, por comodismo deles próprios.
Um dia, Maria saiu de casa com uma amiga, e percebeu que existiam mais coisas no mundo.
João era de pouca conversa, e Maria, mulher que é, adorava conversar!
Encontrou pessoas, não outro homem naquele momento, mas sim pessoas diversas que lhe davam mais do que o feijão com arroz das conversas de sempre.
Maria mudou, e começou a se calar em casa.
João não percebeu nada, até por que, para ele era melhor assim. Ela quieta tornava a vida dele mais fácil.
Maria foi embora, e João...
Bem, João certamente ainda não entendeu como é que ela de repente se tornou essa mulher assim... Tão desconhecida!!! ..."

Jadilson...

Sobre o tempo, as decisões e as paixões...


   Ah, Vai tomar no &*&%*9 !!!
   Vai para a P&ta que Pariu!

   (...)

   Essas e outras expressões são ditas em frações de segundos!

   Quer ver mais?

   Sinal amarelo, faltam segundos para fechar...
   Qual é o comportamento RACIONAL?

               ...DIMINUA A VELOCIDADE, E PARE O CARRO...

   Mas, em frações de segundo o “piloto” resolve: “ACELERA QUE DÁ!!!”

   Mas não deu!

   Ele perdeu a sua vida, de fato .
   Ou a perdeu pelas consequências que causou em si mesmo ou talvez apenas em outros. Mas a sua "acelerada estúpida", a sua atitude impensada, gerou consequências...

   Diferentemente dos animais, nossos atos JAMAIS são neutros. Sempre vão gerar consequências, sejam positivas, sejam negativas, mas elas SEMPRE virão!!!

   E por que esses atos impensados costumam acontecer?

   É tudo por que o ser humano, apenas por que sabe CONTAR os segundos, acha que os domina!

   Impressionante!

   Nós, em momentos determinados, até conseguimos tomar decisões em um segundo, mas isso não é regra.
   Nós somos limitados, o cérebro só toma decisões certeiras, normalmente após minutos, horas ou mesmo dias de reflexão, e ainda assim está sujeito a erros (por que assim como não dominamos nem mesmo um segundo no PRESENTE, que é o limite mínimo de tempo de que temos noção, não dominamos também SEQUER um segundo no futuro, o que dizer então de horas ou dias!).
   Abre parênteses: Ao dizer isso, parece que estou afirmando que não devemos planejar. Mas não é isso. Apenas não adianta planejarmos MINÚCIAS, já que algo SEMPRE vai sair diferente do planejado.
   Planejar é importante, mas deve se saber que PLANEJAR algo, não garante que isso vá acontecer 100% como planejado. Todo plano tem que ser ajustado ao tempo presente em que ele estiver ocorrendo.
   Nada deve ser deixado inteiramente por conta do acaso. Planejar, repito, é importante. Mas os planos só podem ser aproximadamente preparados.

   O que faz a diferença entre seu sucesso ou fracasso em planejar não é portanto ser minucioso em tentar prever as infinitas variáveis possíveis, e sim saber AJUSTAR O PLANO ao tempo presente, ao SEGUNDO presente. Fecha parênteses.

   Mas, até agora consideramos demais o lado racional da questão TEMPO vs DECISÕES...
   Ocorre que somos seres Racionais/Emocionais, com predomínio de uma ou outra característica, conforme a vivência, o sexo, e a situação em que nos encontramos.

   Normalmente, mulheres são mais emocionais que racionais (Normalmente, não é regra).
Inversamente, o normal no homem é ser mais racional.

   Mas há situações em que a emoção domina a razão, e vice-versa, em ambos os sexos...
   Esses são os momentos em que uma frase mal colocada (frase que no geral não demora mais do que poucos segundos para ser dita) pode por a perder ANOS de bom relacionamento.
   A falta de reflexão, aliada a uma forte carga emocional, se torna uma bomba de efeitos desastrosos, para o resto da vida!

   O interessante disso, é que não é somente em momentos de desgaste emocional, (aqueles em que uma pessoa perde o controle e xinga a outra), que as decisões tomadas no auge da emoção e em poucos segundos causam seus efeitos. Há também os momentos de forte carga emocional POSITIVA, ou seja, aquele momento de paixão avassaladora, nos quais normalmente a razão é posta de lado.
   Decisões tomadas nos momentos de pico de paixão são tão, ou até mais destrutivas do que decisões tomadas em momentos de raiva.
   O ideal seria vivermos nossas paixões INTENSAMENTE, por que é assim mesmo que são para serem vividas, mas não tomarmos decisão alguma em momentos de picos de paixão.
   O bom seria esperarmos as paixões se estabilizarem, se tornarem boas, porém moderadas, para então ouvirmos quem deve tomar decisões minimamente equilibradas, que é nesse caso a razão.

   Vale ainda observar que as paixões, e os momentos de fúria ainda têm uma diferença substancial:
   A fúria pode durar de minutos a horas, podendo chegar no máximo a um dia, na maioria dos casos.
   Depois disso, ela se estabiliza e a “cabeça esfria”(ou seja, a razão retoma o controle) e então percebemos que se dissemos alguma coisa impensada nesse momento, as consequências serão péssimas de se enfrentar depois, mas se conseguimos segurar a nossa onda de fúria, nos alegraremos e nos parabenizaremos por termos tomado uma excelente decisão, no TEMPO CERTO!!! (Nossa! - diremos para nós mesmos - como fui equilibrado!! Eu sou demais!! rsrs...)

   Já a paixão não funciona na mesma velocidade.
   A paixão pode demorar de dias a meses, ou até mesmo anos dependendo do caso, e nós, CLARO, teimamos em sorver lentamente cada momento dela, por que nos causa um enorme bem estar, até mesmo físico... O corpo “respira” diferente. Os músculos ficam mais relaxados.... (É uma MERDA de momento para se tomar decisões, a verdade é essa!).

   E é nesses momentos de pico de paixão que temos que forçar um pouco a razão a voltar, ainda que parcialmente, à cena!
   Nada de ficar ouvindo 24 horas aquela música marcante que parece que "foi feita para nós! É a nossa história!”...

   Pode ouvir, mas ouça só por 22 ou 23 horas.... Deixe uma horinha para refletir racionalmente sobre a que rumos a paixão está te levando.
   Deixar-se ao acaso, sem reflexão, leva as coisas futuras por vias desastrosas!
   O emocional não foi feito para decidir. Foi feito para sentir.

   O bom mesmo, seria se conseguíssimos agir SEMPRE de forma madura.
   Ou seja, ao invés de começar se APAIXONANDO e depois RACIOCINANDO, fizéssemos o inverso.

   Não é incomum, depois de raciocinarmos, descobrirmos que “nem era aquilo tudo, eu estava era embreagado de paixão”...
   Mas, pelo contrário, se AMBOS raciocinam antes, para que só depois de que tudo o que querem estiver bem resolvido e bem sedimentado se entregarem à paixão, as coisas tendem a dar mais certo, até mesmo emocionalmente, por que o lastro, as amarras que prendem tudo são basicamente racionais.

   Todo mundo já passou por isso, e todo mundo sabe o quanto é difícil seguir as coisas dessa forma racional...

   Mas pelo menos saber, e entender como as coisas costumam funcionar, já nos deixa anos luz à frente de quem só se deixa levar pela emoção SEMPRE e até por isso se torna mais vulnerável e mais previsível, sendo facilmente manipulável por conta disso, e não raro, sofrer mais do que deveria quando a onda de paixão da outra parte entre na vibe” racional antes da dele.

P.S.1: Só posso falar de mim, não posso falar de outros. Então eu digo que quanto a mim, eu ainda tenho MAIS uma fonte de análise antes da tomada de decisão. É minha fonte primeira, depois vem o racional e só depois o emocional. A minha primeira fonte é ESPIRITUAL. Consulto a Deus sempre, em qualquer momento. No meu caso, as coisas não são desastrosas quando eu consulto em primeiro lugar a Deus. Infelizmente, às vezes eu falho também, e não faço isso, e aí já viu... As possibilidades de eu ter problemas são altas! Mas para quem não tem Deus como primeira opinião em sua vida, deveria tratar de ter. Caso não queira (e isso é uma pena MESMO), pelo menos ouça a razão antes, sempre, ou então, pague sem reclamar pelas conseqüências (sim elas SEMPRE virão!).

P.S.2: A vida não é novidade para ninguém com alguma vivência. Tudo o que passamos hoje, alguém já passou antes, e alguém passará depois. A vida é CÍCLICA. Em determinados momentos começamos a enxergar as coisas se repetirem. É por isso que aquela música que “é igual à nossa história!!! Foi feita para nós!!!” vende tantos cds!!!
Alguém mais esperto, e com talento musical e poético, capitalizou seus sentimentos passados e lucra com isso. As histórias se repetem, com muita freqüência. Basta observar. Apenas mudam os endereços dos personagens, e é por isso que comédias românticas e “Romeus e Julietas” fazem sucesso.
   Ok, é uma merda pensar assim, pode até beirar a insensibilidade, mas a verdade é que a gente só pensa assim, ou por outro lado, só PENSA, quando a racionalidade está no comando. Nos picos de paixão, nada disso é verdadeiro para nós, nem adianta, por que vamos SIM reconhecer músicas como sendo “nossas”, e histórias de filmes como sendo “como a nossa história”, e viva os poetas, músicos e cineastas que sacaram isso!


Abraço,
Jadilson.

domingo, 12 de junho de 2011

Pilotos emocionais. Eu não sou! Tu és? Ele/Ela É?

  
  Hoje, (mas exatamente há poucos minutos, são 14:28h) ao assistir à fórmula 1, ouvi um comentário que - embora não tivesse essa intensão por parte dos comentaristas - me fez refletir um pouco.

  Diziam eles:

   " - O Jason Button é o que se dizia nos tempos passados um "gentleman driver", ou seja ele é um piloto gentil. É comedido nas suas reclamações, quando reclama de algo é por que tem razão, além de ponderar as coisas antes de falar. Mas nos dias de hoje, os pilotos são todos agressivos, jogam mesmo os carros em cima dos outros... São todos assim"

  Aí é que entra o ponto de reflexão...

  Ser um "gentleman driver" ou simplesmente um "gentleman" é adequado na F1?

  Indo ainda mais longe: Nesses tempos de competição acirrada em todos os campos de relacionamento humano, é mesmo viável ser um "gentleman" ou será que o caminho mais correto é agir como os "pilotos modernos" e ser entrão, se jogar mesmo no meio das coisas e passando por cima de tudo se impor, já que hoje a sociedade tem sido assim?

  Analisemos:

  O "gentleman" pondera, e age segundo as suas convicções, tendo base até para justificar erros e atitudes que fugiram de suas reflexões..
  Já o "piloto moderno" simplesmente se joga, age impulsivamente e se errar, erra por desespero e pressa, podendo eventualmente "estragar a carenagem" dos carros que estão à sua volta, talvez de forma definitiva...

  Trazendo isso para a NÃO obviedade dos comportamentos humanos, chegamos à conclusão que existem MUITOS pilotos (e pilotas, claro!) modernos por aí, e pouquíssimos "Gentlemans" e "Ladies".

  A característica marcante hoje em dia é a pressa em "RESOLVER", a pressa em "DAR SEUS PULOS", e isso acaba contaminando áreas do relacionamento humano que deveriam ser preservadas dessa selvageria comportamental.

  Às vezes nossos pares, são momentaneamente transformados em "concorrentes", e sendo assim nós falamos algo sem pensar, algo que vai lhes danificar a "carenagem".... Agimos como "pilotos modernos", como "Homus-Contemporanius".

  Que idiotice!

  Sério, que Idiotice!

  Demora pra acharmos uma pessoa bacana, e às vezes não conseguimos ter a capacidade de relevarmos, de abstraírmos e de colocarmos as coisas em "caixas separadas" dentro de nossa mente, e deixar a selvageria toda em uma delas, passando para os nossos pares somente as melhores coisas, as melhores sensações, os melhores sentimentos...

  Ora, é evidente que tanto na F1, quanto na vida, existem e existirão SEMPRE acidentes. Não há como evitar! A velocidade de ambas as coisas é vertiginosa, mas também é controlável....


  Mas correr demais, limita o tempo de pensar. Quando tudo está em um ritimo muito rápido, as chances de acidentes físicos e emocionais é sensivelmente ampliada.

  E aqui é que começa a vantagem de se ser um "gentleman" ou uma "ladie", a despeito do que convencionou a sociedade contemporânea.
  Ponderar antes de agir é uma solução para o conflito emocional/ racional que se instala no cérebro em momentos de crise.
  Não é à toa a regra dos 10 segundos, do contar até 10, ou de se esperar até o dia seguinte para se tomar decisões com a cabeça fria.
  Somos seres racionais/ emocionais, e as emoções deturpam TOTALMENTE a nossa racionalidade.
  Portanto ninguém "esfria" a cabeça e sim põe as emoções em seu devido lugar, e deixa então a razão tomar a decisão – o que é evidentemente uma função racional.

  As emoções que tomem o lugar delas, no momento certo.

  As emoções são importantes em momentos oportunos, são importantes na hora de se escolher a parceira. A razão aqui é uma verdadeira BOSTA.

  A razão pode te dizer que APESAR de aquela pessoa "X" ser obviamente especial, bacana e cheia de qualidades, ela não vai servir para você por que não é especialmente bonita, ou com uma condição social SUPER interessante, e etc... Ou seja, se depender da razão, ninguém se apaixona! Aqui ninguém pode discordar: Quando se gosta de verdade de alguém, nós entendemos que o corpo da pessoa é apenas o seu "veículo". A pessoa mesmo está lá dentro!!!

  O mundo moderno exige que sejamos pilotos. Ok, eu entendo que há momentos em nossa vida que temos que PILOTAR MESMO, por que o mundo é assim, e as pessoas lá fora SÃO ASSIM, precisam de levar MESMO muita batida na carenagem para aprenderem a nos respeitar....      Entendo!!!

  Mas não sejamos pilotos SEMPRE!
  Não sejamos "PILOTOS EMOCIONAIS"...
  Eu repito, é MUITO DIFÍCIL encontrarmos pessoas bacanas, ainda mais agora que a maioria apenas PILOTA as suas vidas...
  Mas se cedermos às pressões do dia a dia, ao Stress, e "PILOTARMOS" nossas relações, certamente será MUITO FÁCIL perder essas pessoas que anteriormente as nossas emoções nos indicaram ser a pessoa correta....

  Àqueles que estão namorando, feliz dia dos namorados!
  Comemorem MESMO, por que não é fácil encontrar uma pessoa que nos seja adequada, e isso é verdadeiramente uma CONQUISTA.

  Àqueles que não estão, vamos continuar guiando, sem pilotar, sem correr, mas com a visão emocional aberta, para enxergarmos o que é mais importante, e que o essencial, como sabiamente já dizia Saint' Exupery: "...é invisível aos olhos".


Abraço.
Jadilson ...